Repensando Arquétipos de Marca para Inclusão

Este artigo analisa a importância de repensar os arquétipos de marca tradicionais, abordando os desafios e oportunidades que surgem em um cenário contemporâneo que valoriza a diversidade e a inclus...

Luciana Moura

9/21/20244 min read

Você já parou para pensar em como os arquétipos de marca moldam nossas percepções e, muitas vezes, reforçam estereótipos ultrapassados? Nos últimos anos, tenho refletido profundamente sobre como as estratégias de branding precisam evoluir para acompanhar a crescente demanda por representatividade e inclusão.

Lembro-me de uma reunião com uma equipe de marketing de uma grande empresa que estava enfrentando desafios para se conectar com um público mais diverso. Eles seguiam à risca os arquétipos tradicionais, mas algo não ressoava. Foi então que percebi: os modelos que estávamos usando não refletiam a diversidade e a complexidade da sociedade atual.

Os arquétipos de marca, fundamentados nos conceitos junguianos, foram ferramentas poderosas para construir identidades de marca fortes e reconhecíveis. No entanto, muitos desses arquétipos foram desenvolvidos em contextos culturais específicos e podem, inadvertidamente, perpetuar estereótipos limitantes. Por exemplo, o "Herói" frequentemente personificado por figuras masculinas, fortes e independentes, ou o "Cuidador" associado a imagens femininas, nutridoras e abnegadas.

Com a sociedade tornando-se cada vez mais consciente e vocal sobre questões de diversidade e inclusão, esses arquétipos tradicionais estão sendo questionados. Estudos recentes indicam que consumidores preferem marcas que refletem a diversidade e promovem inclusão em suas mensagens e práticas. Não se trata apenas de fazer o que é socialmente correto, mas de responder a um mercado que valoriza e exige representatividade.

Um exemplo marcante é o da marca de beleza Fenty Beauty, lançada por Rihanna. A marca revolucionou a indústria ao oferecer uma gama extensa de tons de base para diferentes tons de pele, algo que era negligenciado por muitas empresas do setor. Ao desafiar o arquétipo tradicional da "Beleza", a Fenty não apenas conquistou um mercado sub-representado, mas também inspirou outras marcas a repensarem suas abordagens.

Mas como podemos, como profissionais de marketing e branding, desconstruir esses estereótipos e reavaliar os arquétipos de marca?

  1. Revisitar e Atualizar os Arquétipos Tradicionais

É hora de olhar criticamente para os arquétipos que estamos usando. Pergunte-se: eles refletem a diversidade de experiências e identidades do público atual? Podemos reinterpretar o "Explorador" não apenas como alguém que busca aventuras em lugares exóticos, mas como alguém que explora novas ideias e culturas, valorizando a inclusão e a aprendizagem contínua.

  1. Incorporar Perspectivas Diversas no Processo Criativo

Envolver pessoas de diferentes origens culturais, étnicas, de gênero e orientações sexuais na criação de estratégias de marca é fundamental. Isso não apenas enriquece o processo criativo, mas também ajuda a evitar a reprodução de estereótipos inconscientes.

  1. Priorizar a Autenticidade

Os consumidores atuais são altamente perceptivos e valorizam a autenticidade. Pesquisas mostram que marcas autênticas têm maior probabilidade de construir relacionamentos duradouros com seus clientes. Isso significa que as iniciativas de diversidade e inclusão devem ser genuínas e refletir os valores e práticas da empresa como um todo.

  1. Mensurar e Ajustar

Como em qualquer estratégia de marketing, é importante mensurar o impacto das mudanças implementadas. Utilize métricas qualitativas e quantitativas para avaliar como as mudanças nos arquétipos de marca afetam o engajamento, a percepção da marca e, em última análise, os resultados financeiros.

Desafios e Oportunidades

Desconstruir estereótipos e reavaliar arquétipos não é uma tarefa simples. Pode haver resistência interna, especialmente em organizações acostumadas com abordagens tradicionais. No entanto, os benefícios superam os desafios. Marcas que abraçam a diversidade e a inclusão não apenas contribuem para uma sociedade mais equitativa, mas também se posicionam melhor em um mercado competitivo.

Empresas que lideram nesse aspecto frequentemente relatam maior inovação e criatividade. Relatórios do setor apontam que equipes diversificadas são mais propensas a compreender as necessidades de um mercado globalizado e a desenvolver soluções inovadoras.

Concluindo

Estamos em um ponto de inflexão no mundo do marketing e branding. A reavaliação dos arquétipos de marca à luz da diversidade e inclusão não é apenas necessária, mas inevitável. Como profissionais, temos a responsabilidade de liderar essa mudança, criando narrativas que reflitam a riqueza e a complexidade da experiência humana.

Convido você a refletir sobre os arquétipos que sua marca está usando. Eles realmente representam o público que você deseja alcançar? Estão alinhados com os valores de diversidade e inclusão que estão se tornando cada vez mais importantes para os consumidores?

Acredito que, ao desconstruirmos estereótipos e abraçarmos a diversidade em nossas estratégias de marca, não apenas nos conectaremos de maneira mais profunda e significativa com nossos públicos, mas também contribuiremos para um mercado mais justo e representativo.

Para Saber Mais

Se este tema despertou seu interesse e você deseja mergulhar ainda mais fundo no universo dos arquétipos, convido você a se tornar meu aluno na Formação em Branding Emocional & Arquétipos, a PRIMEIRA e ÚNICA do Brasil sobre esse tema.

Nenhuma formação profissional vai te levar tão fundo e tão longe no conhecimento que transforma marcas em ícones de sucesso e lucratividade.

Bateu curiosidade? ACESSE AQUI

Nenhuma formação profissional vai te levar tão fundo e tão longe no conhecimento que transforma marcas em ícones de sucesso e lucratividade.